Eu me basto, que você apenas me transborde!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Postado por Daniela Soares

Foto: Pixabay

Recentemente estava ouvindo uma música, que me fez pensar na concepção que as pessoas de boa parte do mundo têm sobre o "amor ideal". Muita gente procura sua metade da laranja, seu chinelo para o seu pé descalço, a tampa da sua panela, e toda aquela ideologia dos filmes da Disney e das comédias românticas. O que muitas vezes não pensamos, quando encontramos essas ideologias pela vida, é que às vezes essas definições estão erradas.

O amor não deve te limitar, que te "completar", que te tornar dependente e fazer com que você se sinta obrigada a fazer escolhas, se privando de uma coisa x, para ter a y. O amor deve ser o plus da sua vida, o algo "a mais", aquilo que te transborda.

Com essa definição ideológica, você mesmo está dizendo que é incompleto, que não se basta, que sente que falta um pedaço e que precisa que outra pessoa preencha esse vazio. Porém, nós não fomos feitos para depender de outra pessoa. Não podemos inferir que só seremos felizes se tivermos uma pessoa ali do nosso lado, para o que der e vier, você precisa contar com você, até porque conto de fadas não existem e você talvez não encontre a pessoa que você idealiza. Vai esperar ficar velhinho para perceber que "ah, poxa, eu podia ter me esforçado mais para ser feliz". Os "E se's" são ruins, mas é melhor ter um "E se" que abra seus olhos e faça você ir atrás da sua felicidade do que uma ideologia sobre o amor que vai fazer você sempre adiar seu "final feliz".

Em quarta-feira, 24 de agosto de 2016

0 comentários:

Postar um comentário

Coleção de Acasos • todos os direitos reservados © 2016 • powered by BloggerProgramação por Layout por