Amy - minhas impressões

segunda-feira, 4 de abril de 2016
Postado por Daniela Soares

Oi gente, tudo bem? 

Recentemente assisti o filme da biografia da Amy Winehouse, achei tão interessante que senti vontade de compartilhar com vocês boa parte das minhas impressões sobre o filme. 
Muitas pessoas julgaram a Amy, como a louca drogada e bêbada sem saber exatamente como ela chegou a esse ponto. Eu mesma não sabia de toda a trajetória dela e de como ela foi influenciada durante a vida. 



O filme conta com diversos vídeos feitos por familiares e até pela própria Amy, desde quando ela era mais nova e nem imaginava a fama que conquistaria. Uma frase interessante que me arrepiou durante o documentário foi "Eu não acho que aguentaria ficar famosaEu enlouqueceria!". Ela disse isso enquanto conversava com uma amiga, a mesma perguntou se ela achava que ficaria famosa. 

É engraçado porque as pessoas tendem a pensar na fama como algo maravilhoso que não tem lado negativo, como se só trouxesse coisas boas. Porém, esquecemos que com a fama você acaba sendo julgada, você fica como centro as atenções e algumas pessoas se divertem e fazem piadas com seus problemas. 

Isso acontece diversas vezes no documentário, quando ela já se encontra na "decadência" presa ao vício que o próprio marido alimenta. São mostrados trechos de programas de TV fazendo piada sobre ela. Criticando-a sem ao menos saber como ela chegou àquele ponto. 

A verdade é que ela não tinha uma estrutura para lidar com tudo isso, no início do documentário a mãe dela conta que a Amy conta para ela e para o pai que ela está fazendo uma "dieta": "Eu como tudo que eu quero e depois vomito" e ambos não deram importância, acharam que não era algo preocupante. Porém, isso foi uma das coisas que comprometeu muito a saúde dela, como é mencionado por uma médica, entre o meio e o final do documentário, em uma das vezes em que ela passa mal. 

No documentário fica nítida a preocupação dos amigos com ela. Porém o amor e a obsessão que ela sentia pelo Blake (namorado/marido) apenas a destruía, e ele que na minha opinião estava com ela apenas por interesse, se aproveitava dos problemas dela. Um dos médicos de Amy chega a dizer, que era o típico caso em que uma pessoa próxima não queria que o paciente melhorasse, para não perder os benefícios que tinha. 

Durante o documentário você vai sentir muita raiva do marido dela, do amor que ela sentia por ele e do próprio pai dela, que em uma das cenas diz que ela não pode ir para a reabilitação, pois tem uma turnê importante para fazer, o que só evidencia o egoísmo dele. 
Uma das cenas que me fez chorar muito, é quando contam que um dia antes da morte dela, ela estava sentada no sofá vendo vídeos antigos dela cantando e ela diz que trocaria tudo que tinha vivido até ali, só para poder andar tranquilamente pelas ruas. 

De uma forma geral é um filme triste e reflexivo, que faz com que você repense sobre todas as pessoas que já julgou, baseada apenas no que você acha que sabe, ou no que a mídia diz sobre ela. Nem sempre você presta atenção nos problemas que a pessoa teve que enfrentar e no que ela teve que encarar. 


Em segunda-feira, 4 de abril de 2016

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