Como eu queria deixar de ser gente grande

sexta-feira, 11 de março de 2016
Postado por Daniela Soares




Quando eu era criança não via a hora de ser adulta, queria a liberdade que um adulto ao meu ver tinha. Queria ter meu próprio dinheiro, ser independente e cuidar do meu próprio nariz. Achava que a vida adulta era mil maravilhas. 
Os aniversários eram momentos mágicos, onde eu estava cada vez mais próxima de ter meus objetivos concluídos. Eu tinha essa visão peculiar de que ser adulta era um sucesso. Só que eu, assim como a maioria das crianças, estava errada. 

A realidade é dura e a verdade é que ser adulto às vezes é uma droga, você não tem mais aquele sono leve, sem preocupações. Você tem contas para pagar, não pode fazer as coisas que gostaria por falta de tempo, recebe cobranças de todos os lados da vida. Às vezes até deixamos de rir a toa, por termos tantos problemas brotando de todas as direções. 
Você acaba criando medos e incertezas que nunca teria se ainda fosse criança. Eu por exemplo, quando era criança achava que o ensino médio era maravilhoso (não foi), depois que a faculdade era incrível (não é) e que poderia comprar tudo que eu quisesse quando tivesse meu próprio dinheiro (não posso). 

Hoje eu convivo com um sentimento, que deveria ter aproveitado melhor os momentos leves da vida, o sair da escola correndo pra comer a comida da mãe, as manhãs cheias de desenho, os quase três meses de férias que você tem direito, as tardes livres, as brincadeiras entre primos, todas as coisas boas que só se pode fazer quando é criança. Devia ter aproveitado melhor sim, porque o tempo passa, ficam as lembranças boas e a saudade de ser uma pessoa mais leve. 

Em sexta-feira, 11 de março de 2016

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